1. Como tudo começou

Os Fantásticos Frenéticos nasceram em maio de 2005 do encontro de Frederico Galante Neves com Nando Bolognesi. Frederico, palhaço, que também tem uma formação em psiquiatria, queria se aprofundar em sua linguagem artística  e Nando, ator e palhaço, era fascinado pelo universo da loucura. Juntos deram início a um projeto de visitas a uma série de instituições psiquiátricas e logo em seguida colocaram seus palhaços nessas visitas. A aceitação da figura do palhaço foi enorme permitindo um encontro bem mais profundo com os pacientes dessas instituições.
Logo foi escolhido uma única instituição, o Sanatório João Evangelista na zona norte de São Paulo, para ser parceira do projeto que acabava de ser batizado como “Os Fantásticos Frenéticos”.

O início dos trabalhos de forma sistemática deu ensejo a uma série de questões, dúvidas, insights que logo exigiram a criação de um grupo de estudos. Convidamos um grande amigo filosófo, Emílio Terron, uma amiga querida, atriz e pensadora Juliana Jardim e mais uma amiga querida, doutoranda do Nucleo de subjetividade da PUC-SP, Juliana Dorneles e assim iniciamos os trabalhos do nosso grupo de estudos. Disutíamos textos, trocávamos experiências, falávamos de medos, transformações, encantamentos.
Logo em seguida vieram os primeiros registros em vídeo e foto realizados por outro amigo, Alexandre Palo. Começamos a ser chamados para proferirmos palestras onde apresentássemos os resultados de nosso trabalho, tanto clínicos quanto artísticos.
Foi quando notamos que o projeto “Os Fantásticos Frenéticos” já existia e tomava corpo. Começamos a ser procurados por muitas instituições psiquiátricas que solicitavam nossas visitas e palestras. Chegávamos numa encruzilhada: a demanda pelo trabalho dos Fantásticos Frenéticos começava a ultrapassar nossa capacidade de atendimento, deveríamos correr para dar conta da nova demanda ou, continuar nosso caminho na medida de nossas condições privilegiando o aprofundamento da pesquisa em detrimento do crescimento? Quantidade ou qualidade? Pelo modo como foi apresentada a questão o leitor já pode antever nossa opção. Abrimos mão de trabalhar junto a instituições que se aproximaram de nós e que tinham propostas interessantíssimas de trabalho – como foi o caso do Pronto Socorro Pediátrico do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas – em nome do aprofundamento de nosso trabalho no Instituto “A Casa”, onde atuamos desde 2006.
Nossa última conquista é a criação deste blog onde repartimos nossa experiência e apresentamos nossas muitas dúvidas e poucas conclusões.

3 Respostas to “1. Como tudo começou”

  1. carolina junqueira Says:

    Ola,
    Gostaria de saber se o trabalho acima precisa de alguma especialidade?
    Trata-se de um trabalho voluntario?
    Caso seja um trabalho voluntario, gostaria de participar do grupo. Voces me avisariam?

    Muito Obrigada,

    Carolina

  2. Ana Says:

    Ola

    Tambem gostaria de saber como posso me envolver com este tipo de trabalho e se ele é voluntário.
    Minha especialidade não tem nada relacionada a Piscologia, Psiquiatria ou Clown… MAS me identifico com a causa e me interesso pelos estudos.

    Muito obrigada,

    Ana

  3. ALDERITA VERISSIMO DA SILVA Says:

    Sou estudante universitária, estou com um projeto para trabalhar com crianças portadoras de NEOPLASIA. Gostaria de obter informações e poder contar com a orientação de vocês para que eu possa implantar esse projeto em instituições de saúde. Para que eu possa conseguir apoio da minha Instituição de Ensino eu preciso elaborar e entregar o projeto para a direção. A minha idéia é de manter este projeto, acrescentando alunos novos a cada semestre.
    Obrigada.
    Sou estudante da Faculdade Integrada Simonsen
    Padre Miguel – Rio de Janeiro

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