8. Grupo de Estudos

Nessa página você encontrará textos, trechos e reflexões que permeiam nosso Grupo de Estudos.

 

  • O QUE ACONTECEU NO GRUPO DE ESTUDOS EM 22 DE MAIO DE 2008
    por Juliana Dorneles

De tudo o que se fala:
Grupo Ueinzz;
Féliz Guattari;
Relações possíveis com a loucura que rompam o lugar comum.
Como se furam esses lugares onde nos reconhecemos como normais diante dos loucos? não para destituir o poder, mas para encontrar uma brecha que revele algo singular nesses encontros, algo que seja singular, que expresse a natureza do encontro que artistas e pessoas tem com a loucura e com cada um dos loucos. Essa arte seria, então, uma brecha no tempo das coisas, uma paulada numa via principal, usual, que acorda algo?
Não é feita para alguém nem por alguém. E nem sempre vai comunicar, pois afinal não é para a comunicação que isso se produz. A arte do teatro, especialmente, se faz NO público, em quem assiste e onde há a reverberação (ou não) da expressão. A produção do artista é uma forma de expressão do encontro da sensação com a matéria do mundo. E, nesse sentido, toca tanto planos micropolíticos (das sensações) quanto macropolíticos (de forças coletivas que pedem passagem).
Falamos:
Leve conversa sobre se não estaria desgastada a ação do projeto de ir ao psiquiátrico fazer visita. Só a visita já é o projeto? Ou há mais? Sobre essa discussão, pensamos o que queremos fazer em visitando os loucos; e compreendemos que essa é a experiência artística que nos interessa.
Como compartilhar essa experiência, defendê-la como dimensão do artístico? Expressar a experiência do encontro do palhaço com a loucura? Falou-se em como ouvir o discurso dos loucos, no sentido de que há pérolas ali produzidas, e há personagens, há vidas artísticas dentro dos muros que nunca chegam ao (grande) público.
Discutimos:
Dois filmes: Estamira e Santiago.
Em debate acirrado, pensar Estamira como uma personagem “idealizada” que, colocada no filme, vira um novo ícone cultural/ artístico. Em Santiago, para além da personagem do mordomo Santiago, há a presença instigante do diretor do documentário, que de certa forma expressa no filme também a própria arte de documentar, que se revela a ele a partir do trabalho feito com o mordomo Santiago. Neste filme, é a inclusão de um “entre” que aparece nas imagens; e não o Santiago. Em Santiago, a impressão é que o documentário fica maior que o personagem Santiago, o que não acontece com Estamira, cuja personagem fica maior do que o filme feito sobre ela. Há outra vertente do grupo que discute o quanto João Moreira Salles fica maior do que a obra Santiago… e mais uma vez, não houve uma conclusão única em nosso debate.
Falamos sobre a relação do encontro com a produção… entendendo que a nossa matéria, em certo sentido, é o encontro com esses “loucos”; e a experiência em um tempo/espaço da potência do esquizo. E agora, o que fazer com isso? Há que comunicar essa experiência? Fazer oficinas de teatro com eles? Não atrai os autores do projeto. Fazer oficinas literárias? Começamos a questionar a idéia de oficina, pois está muito carregada com um viés de “descobrir talentos ocultos atrás dos muros manicomiais”, que não é a proposta que sustenta esse encontro.
Em determinado momento, lendo um bilhete de uma interna entregue ao palhaço Comendador durante uma visita ao hospital João Evangelista, nos sensibilizamos com o que entendemos como uma violência e violação aos internos. Refletimos sobre os lugares que essas pessoas ocupam ou são forçadas a ocupar, e comparamos com o fato de que em nossa vida cotidiana circulamos por uma série de espaços onde não estamos presos como figuras. Na vida em geral, podemos experimentar muitos lados de nós mesmos – e se não acertamos num encontro, há outros em que somos diferentes, numa rotatória de encontros que nos significam diferente a cada dia, embora dentro de algo que controlamos sobre nós mesmos. Com os internos ou pacientes psiquiátricos, parece que qualquer coisa do discurso deles será enquadrado dentro do seu quadro psiquiátrico, sem possibilidade de diferenciação. Essa prisão subjetiva também conduz olhares sobre eles e deles com eles mesmos.
Pensamos:
Sobre os lugares;
As prisões;
A vontade essa de revelar talentos talvez para libertar o louco do lugar que os outros o colocam… Embora também se pense que o trabalho de “libertação” dessa suposta opressão parte de um viés pedagógico ainda mais opressor e paternalista. Afinal, quem é que precisa de quem?
Também fazer um espetáculo com os internos não pareceu a questão. A idéia de espetáculo parece forçada para esse projeto, visto que o palhaço performático não é o ponto do projeto, mas o palhaço relacional… Enfim, fica aqui uma proposta de continuar essa discussão sobre o mundo do espetáculo, pois que o teatro é uma expressão ainda válida desse encontro, ou não?
Falamos:
A relação do índios com os palhaços, que o psiquiatra Frederico Neves, o Fred, descreveu em um e-mail enviado aos amigos comentando sua viagem à Amazônia. Fred dizia que “índios não gostam de ficar vendo palhaços”. Eles querem participar, ser autores das piadas, estar junto no ‘espetáculo’. Nos perguntamos: a essa altura do campeonato, ainda podemos chamar nosso trabalho de espetáculo?
Para nós há, sim, uma necessidade de comunicar as sensações desses encontros com a loucura no hospital dia A Casa. Há que ver um modo palhaço de expressar essas relações. Os textos de autoria de Luis Fernando Bolognesi, intitulados Na mordida do possível, são textos que, como ele mesmo coloca, não foram guiados pela temática do hospital, mas foram se fazendo em exercício de escrita e que, quando trabalhados, foram percebidos como direta ou indiretamente ligados à questão do psiquiátrico.
Visita!
Em determinado momento da reunião tivemos a presença da atriz Vera Abudd, que compartilhou conosco sua experiência em uma penitenciária feminina.
Outro tópico do grupo de hoje foi a relação do palhaço (e de outros artistas, como o norte-americano radicado na França Buffo), de colocar o palhaço em relação com outros tipos humanos: internos, presos, autistas, loucos, crianças,…
Houve uma parte da reunião onde lemos trechos do primeiro projeto que tínhamos mandado para o fomento; e compartilhamos, com muita risada, alguns tópicos e frases dignas de palhaços fazendo projetos. Dentre os destaques como tópicos portadores de uma riqueza cômica particular, as técnicas de maquiagem descritas no projeto: esfumaçamento/ clareamento e escondendo/ revelando. Fundamental salientar que esse tipo de técnica é, sim, muito importante para o trabalho do palhaço e que, no momento em que o projeto foi escrito, acreditávamos ser absolutamente plausível constar essa premissa.
Falamos sobre os espetáculos do diretor italiano Pipo Delbono, e como ele relacionou a vida com os espetáculos e como as obras são fortíssimas tendo como atores da companhia pessoas estranhas que ele foi encontrando pela vida, construindo um outro tipo de teatro.

 

  • CARTA AOS MÉDICOS CHEFES DOS MANICÔMIOS
    Antonin Artaud

Senhores,
As leis e os costumes concedem-vos o direito de medir o espírito. Essa jurisdição soberana e temível é exercida com vossa razão. Deixai-nos rir. A credulidade dos povos civilizados, dos sábios, dos governos, adorna a psiquiatria de não sei que luzes sobrenaturais. O processo da vossa profissão já recebeu seu veredicto. Não pretendemos discutir aqui o valor da vossa ciência nem a duvidosa existência das doenças mentais. Mas para cada cem supostas patogenias nas quais se desencadeia a confusão da matéria e do espírito, para cada cem classificações das quais as mais vagas ainda são as mais aproveitáveis, quantas são as tentativas nobres de chegar ao mundo cerebral onde vivem tantos dos vossos prisioneiros? Quantos, por exemplo, acham que o sonho do demente precoce, as imagens pelas quais ele é possuído, são algo mais que uma salada de palavras?
Não nos surpreendemos com vosso despreparo diante de uma tarefa para a qual só existem uns poucos predestinados. No entanto rebelamos-nos contra o direito concedido a homens – limitados ou não – de sacramentar com o encarceramento perpétuo as suas investigações no domínio do espírito.
E que encarceramento! Sabe-se – não se sabe o suficiente – que os hospícios, longe de serem asilos, são pavorosos cárceres onde os detentos fornecem uma mão-de-obra gratuita e cómoda, onde os suplícios são a regra, e isso é tolerado pelos senhores. O hospício de alienados, sob o manto da ciência e da justiça, é comparável à caserna, à prisão, à masmorra. Não levantaremos aqui a questão dos internamentos arbitrários, para vos poupar o trabalho dos desmentidos fáceis. Afirmamos que uma grande parte dos vossos pensionistas, perfeitamente loucos segundo a definição oficial, estão, eles também, arbitrariamente internados. Não admitimos que se freie o livre desenvolvimento de um delírio, tão legítimo e lógico quanto qualquer outra sequência de ideias e actos humanos. A repressão dos actos anti-sociais é tão ilusória quanto inaceitável no seu fundamento. Todos os actos individuais são anti-sociais. Os loucos são as vítimas individuais por excelência da ditadura social; em nome dessa individualidade intrínseca ao homem, exigimos que sejam soltos esses encarcerados da sensibilidade, pois não está ao alcance das leis prender todos os homens que pensam e agem.
Sem insistir no carácter perfeitamente genial das manifestações de certos loucos, na medida da nossa capacidade de avaliá-las, afirmamos a legitimidade absoluta da sua concepção de realidade e de todos os actos que dela decorrem.
Que tudo isso seja lembrado amanhã pela manhã, na hora da visita, quando tentarem conversar sem diccionário com esses homens sobre os quais, reconheçam, os senhores só têm a superioridade da força.
(Escritos de Antonin Artaud)

 

  • A LOUCURA
    Roland Jaccard, PUF, França
    (páginas 5 a 10, tradução para esse blogue: Nereu Afonso da Silva)

A loucura goza de um certo prestígio cultural; ela promete, acredita-se, um universo primordial, uma existência selvagem, que abre um horizonte infinito de experiências. Na noite da razão, supõe-se que o homem se comunica com forças geradoras que a natureza recusa ao entendimento. Nessa perspectiva, o louco aparece como uma figura quase mística e o delírio se metamorfoseia em ato criador.
Essa fascinação pela loucura, como experiência espiritual, como desconstrução de sistemas opostos, como recusa radical, só pode ser exacerbada pelas condições da vida real – e medíocre – de cada um; ela pertence, assim como a religião, ao registro da ilusão. Ceder à fascinação pela sedução estética da loucura é desconhecer ao que na loucura se abole. É sucumbir à tentação idealista. Nesse sentido, é preciso evitar a “romantização” da vivência e da experiência dos “doentes mentais”.
“Eu sei, escrevia o poeta André Henry, que em certos meios está na moda imitar a doença mental, e que se organiza, com a ajuda das drogas, delírios mais ou menos coletivos, como se fossem surprise-parties. Esses jogos paradoxais não passam de derrisórios, dolorosas caricaturas  aos olhos daqueles que estão em contato com os doentes mentais e que assim se conscientizaram do milagre permanente que constitui, na maioria dos homens, o equilíbrio mental relativo” (em Poètes Maudits Aujourd’hui, Ed. Seghers).
Parafraseando os conselhos de Baudelaire a um jovem poeta que lhe perguntara se o ópio faria dele um melhor poeta, o etnopsiquiatra Georges Devereux disse: “Nem o ópio, nem a loucura podem revelar no homem algo ele já não possua.”
Contudo, seria resvalar em erro inscrever a loucura unicamente em um registro negativo, como o fazem os psiquiatras e o senso comum. Na verdade, os discursos psiquiátricos sobre a loucura descrevem o louco, na maioria das vezes, não somente como um fracassado da forma pessoal, normal, equilibrada e correta, ou um fracassado do grupo (tanto do grupo familiar como da coletividade inteira da qual ele constitui o “bode espiatório”), mas eles nos fazem crer que o louco é fundamentalmente um fracassado da espécie, e é por isso que tais discursos são assombrados por uma imagística de monstro. Essa imagística, com a alteridade radical que ela supõe, tende a excluir o louco da comum humanidade. Ela tende também a nos levar a esquecer que alguma coisa se diz através da loucura, algo que nós recusamos freqüentemente ouvir para preservar um equilíbrio precário ou uma ordem familiar, ou social, gangrenada. É verdade, como nota Maud Mannoni, que em nossa cultura os seres tem cada vez mais dificuldades em deixar entrar a verdade em seus dizeres, e quando eles começam a dizer a verdade sobre nossa sociedade e sobre nós mesmos, tudo acontece como se, nas estruturas que nós lhes oferecemos, só lhes restasse a escolha da loucura.
“Pois um alienado é também um homem que a sociedade não quis ouvir e que ela quis impedir de emitir insuportáveis verdades”, escreveu Antonin Artaud.
O louco nos lembra que alguma coisa não está funcionando bem na racionalidade dominante, que atrás da fachada se esconde outra realidade; implicitamente, ele contesta nossas certezas e diz coisas inoportunas e escandalosas as quais não queremos escutar. Dizia Freud: “Aqueles que tinham algo a dizer e que não podiam dizê-lo sem perigo gostariam de se habituar a vestir a carapuça de louco.”
De certa maneira, pode-se dizer da loucura que ela é um ritual de rebelião, mas precisando-se que é um ritual que fracassa. O psicótico nunca é um revolucionário; é um revoltado que não consegue exprimir sua revolta. Exprimir sua revolta sob a forma de psicodrama o dispensa de realizá-la.
Na verdade, seria falso ver nos sintomas da “doença mental”, por mais profundos e crônicos que eles sejam, apenas os trágicos resíduos humanos deixados pelo terrível holocausto do desmoronamento psíquico. Com esses sintomas, cheios de sentidos, fervilhando com uma energia inesgotável, o terapeuta – e eu esclareço que nós todos somos terapeutas de nossos semelhantes, da mesma maneira que é verdade que o homem é sempre o remédio para o homem – deve considerar não como restos inertes, mas como manifestações de um esforço intenso, mesmo que freqüentemente inconsciente, da parte do sujeito para se liberar de modos de relações mortíferas que ele conheceu em sua infância com seus familiares e que ele continua a manter, seja por lealdade a seus pais, seja porque ele não aprendeu uma outra linguagem, uma outra maneira de estar no mundo.
Nesse sentido, os “doentes mentais” dão freqüentemente a impressão de terem crescido com um “mapa”, tendo apenas relações muito distantes com o mundo que iam descobrir, esse “mapa deformado” os levam a se comportar de modo estranho e a desperdiçar suas energias em empreitadas insanas.
Esse preâmbulo nos leva, por conseqüência, a insistir em um aspecto importante da loucura: a falta de ser, a perda da unidade pessoal, o despedaçamento dos afetos, esse estado dolorido de insegurança ontológica e de privação de liberdade que suscita invariavelmente no outro reações de pânico e tentativas, derrisórias muitas vezes, de teorização.
Esse preâmbulo nos leva também a escrever, depois do psiquiatra Giovanni Jervis, que a loucura não é fundamentalmente diferente das experiências que quase todos nós tivemos em nossas vidas e que – exceto algumas exceções – nenhum de nós quer ter novamente: a experiência do desespero e ao mesmo tempo da autopunição e da angústia paralisante, a perda da utilização e dos prazeres do corpo, a experiência da confusão e do pânico, os pesadelos de uma noite de febre, a exaltação mentirosa da embriaguez, a armadilha de um meio ambiente indecifrável e hostil, pedagogias destrutivas, mensagens contraditórias ou erros que se repetem; a paralisia, a solidão, o sentimento de morte e a incapacidade de se comunicar de qualquer um que se encontre preso nesses elementos quando eles duram demasiado tempo e que suscitam no outro, no melhor dos casos, uma tolerância desenvolta ou paternalista, e, no pior dos casos, a humilhação, o menosprezo e a rejeição.
De certa maneira, a loucura é para cada um de nós uma tentação e um perigo permanentes, e se ela nos amedronta tanto no outro, é sem dúvida porque ela reativa nosso próprio recalque. Nós também preferimos excluir a ser excluído. Fica ao encargo de certos psiquiatras a execução do vil trabalho, visto que o estatuto medical e as técnicas das quais dispõem – das neurolépticas à lobotomia – lhes permitem fazê-lo com a melhor consciência do mundo e lhes asseguram uma bela impunidade.
A propósito da exclusão, da rejeição social, é conveniente se perguntar se toda coletividade não tem necessidade de loucos, de desviados, de delinqüentes para ali inscrever sua negatividade. As vítimas sacrificiais, os papéis malditos não seriam necessários para que uma linha divisória pudesse ser traçada entre a razão e a desrazão, entre o permitido e o interdito, entre o conveniente e o indecente, entre o que o tranqüiliza e o que ameaça?
A loucura, como se vê, gera perguntas psiquiátricas, sociológicas, filosóficas e políticas. Não é fácil, quando tentamos esclarecer os problemas que ela levanta, adotar uma atitude “neutra”, “científica”. Lembremos sobre isso que, se encontramos relativamente poucos desacordos entre os homens de ciência sobre as teorias psicológicas, bioquímicas ou físicas fundamentais, o mesmo não acontece em psiquiatria, disciplina que se parece mais com a religião ou com a política do que com a ciência. O que, diga-se de passagem, não apresenta nada de surpreendente, pois a loucura não é um “fato”, uma “entidade natural”, mas um problema. Então (e Roger Bastide não cessou de insistir nesse ponto) só podemos encontrar sua significação se a recolocarmos no interior de uma filosofia do homem no mundo, mundo biológico ou mundo social, a fim de poder lhe dar, em contragolpe porque não podemos fazê-lo diretamente, um valor semântico qualquer.
Enfim, eu esclareceria que, apesar do conceito de doença mental não cobrir pura e simplesmente o de loucura, utilizarei indiferentemente os dois termos. A idéia de assimilar a loucura a uma doença, de querer a todo custo que ela seja semelhante em seu princípio a outras doenças, nunca conseguiu se impor absolutamente.
Em compensação, como estabelece o trabalho de Michel Foucault, a loucura não cessou de aparecer ligada à razão da qual ela é o outro: seja quando ela a contesta, seja quando ela figura essa certeza de morte, esse rosto das trevas, esse chamado à pulsão que a razão se esforça em vencer – e que ela não consegue neutralizar. Se existe uma verdade na loucura, ela só pode ser trágica; daí a extrema ambigüidade que caracteriza a atitude de todas sociedades em relação aos loucos. Ou são perseguidos ou são exibidos como a imagem do que ameaça cada um de nós; são confinados e privados de todos direitos ou, ao contrário, damos-lhes a palavra onde ela é retirada de todos os outros: bobos da corte – e, em nossas modernas mediocracias, os artistas.

23.05.08 – 12:54.

 

4 Respostas to “8. Grupo de Estudos”

  1. Artaud no “Grupo de Estudos” « Os Fantásticos Frenéticos Says:

    […] ler na íntegra, basta CLICAR AQUI, e boa […]

  2. Perspectivas para os Fantásticos Frenéticos « Os Fantásticos Frenéticos Says:

    […] Perspectivas para os Fantásticos Frenéticos No encontro semanal de nosso grupo de estudos – realizado em 22/05/08 – conversamos muito sobre quais rumos imaginamos para nosso projeto. Reafirmamos a vocação para o encontro como sendo nosso grande motor, o encontro entre o palhaço e o paciente de instituições psiquiátricas. Perguntamos-nos se essa vocação ainda sustentava nosso trabalho. Após três anos promovendo o encontro entre o palhaço e os portadores de transtornos psíquicos constatamos que esse encontro ainda nos nutre e nos motiva a continuar. Quais aspectos desse encontro o torna tão instigante? Até que medida estamos nos relacionando com um imaginário fantástico que cerca o paciente psiquiátrico e não com seres humanos como nós? O que existe de peculiar nesse encontro que o torna tão vital e atraente? Será que não deveríamos encontrar novas formas de repartir aquilo que vivenciamos? Quais poderiam ser essas novas formas? Oficina de literatura? Teatro? Não estaríamos nos transformando numa espécie de caça talentos ao buscar essas tais novas formas em oficinas artísticas? De onde vem essa “fantasia” segundo a qual o louco é um artista marginalizado? O que queremos desenvolver a partir desse encontro? Falamos de Estamira e da glamurização da loucura. Como sempre acabamos o encontro com muito mais dúvidas do que respostas. Ainda bem. Sentimos a falta de nosso companheiro de grupo de estudos, o Emílio Terron, que aproveitou o feriado para fugir de São Paulo. Assistimos a um documentário francês sobre Antonin Artaud e marcamos o próximo encontro para o dia 29/05. Para saber mais o que aconteceu sobre esse encontro, leia a análise de Juliana Dorneles clicando AQUI!. […]

  3. Ana Carolina Says:

    Olá, colegas, há alguma programação para o acontecer o grupo de estudos em 2009? beijos.

    • fantasticosfreneticos Says:

      Olá, Ana Carolina,
      Estamos retomando os trabalhos internos do Grupo de Estudos nos próximos dias. Assim que tivermos a previsão de uma discussão aberta ao público não hesitaremos em entrar em contato.
      Obrigado por seu interesse.
      Abraços
      Fantásticos Frenéticos

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